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CARTILHA DE ARBITRAGEM .


Do Presidente da Liga Sul Mineira de Futebol.
Aos Árbitros, Árbitros-Assistentes e Representantes.

Assunto: Recomendações para efetivo cumprimento nas Competições.


Antes de passar as recomendações, venho à presença dos árbitros, árbitros-assistentes e Representantes para agradecer o empenho demonstrado no turno inicial.

Chegamos à conclusão de que, apesar de o trabalho da arbitragem haver sido de bom nível, podemos e devemos melhorá-lo, pois potencial para tanto os senhores, sem sombra de dúvida, têm. Desse modo, solicitamos a máxima atenção para os pontos a serem destacados abaixo:

1 – Árbitros

- EXPULSAR todo jogador culpado por jogo brusco grave. (uso de força excessiva ou brutalidade contra adversário quando da disputa da bola, em especial desenvolvendo o denominado “carrinho” , ainda que de lado e de frente, porquanto por trás a jogada se desloca para o campo da violência, que, mais ainda, exige expulsão.

- EXPULSAR todo jogador que, na disputa da bola, for culpado por conduta violenta. A ação que caracteriza o jogo violente, quando praticada fora da disputa da bola passa a ser agressão, que, por igual, merece a indicada pena. Noto, ademais, que a punição igualmente se justifica quando o ato for praticado, inclusive por jogadores substitutos ou substituídos, contra outras pessoas que não jogadores.

- ADVERTIR com o cartão amarelo o jogador culpado de conduta anti-esportiva, como simular recebimento de faltas ou sofrimento de contusão; fazer gestos incompatíveis com fair play do desporto; reclamar da arbitragem, com gestos ou palavras; retardar o reinício de jogo, quer demorando para repor a bola em jogo, quer impedindo que o adversário o faça, quer atrasando a realização de substituição etc.

- No particular da simulação de recebimento de faltas, observo que a ação deve ser acintosa, clara, especialmente para “cavar” pênaltis, pois o atacante normalmente está mais desequilibrado do que o defensor, de modo que sua queda pode ser provocada por um simples contato físico. Assim, se a queda for antecedida de contato físico, a punição somente se justifica se o árbitro estiver absolutamente seguro de que houve simulação. Ademais, e por importantíssimo, ressalto que a dúvida do arbitro quanto a haver existido ou não pênalti jamais pode ser escondida por punição ao atacante que caiu, pois isso corresponderia a negar todo princípio de moralidade e imparcialidade que deve caracterizar as arbitragens.

- APLICAR o cartão com postura firme, mas respeitosa e sempre identificando o jogador infrator.

- TOMAR medidas disciplinares contra os funcionários oficiais das equipes (membros das comissões técnicas) que não se comportarem de forma correta. Ex.: Abandono da área técnica de forma sistemática e deliberada, reclamando com a arbitragem etc.

- ATUAR de forma preventiva, impedindo o “agarra-agarra” nas cobranças de tiros de canto e/ou de faltas/infrações. Dentro desta atuação preventiva, e sempre que possível, aproveitar a partida paralisada e antes da bola ser colocada em jogo para alertar os jogadores sobre tais procedimentos.

- ATENTAR para os lances de “bola na mão” (não intencional) e “mão na bola” (intencional). O árbitro que está ligado no jogo sente, perfeitamente, quando o lance é ou não acidental.

- ACRESCENTAR o tempo perdido com o mesmo critério nas duas partes de jogo.

- ATENTAR para a confecção dos relatórios, conferindo e relatando todas as ocorrências com absoluta fidelidade, o que, portanto, não pode ser feito apressadamente, mas com muita calma. Afinal, os relatórios do jogo são seu registro oficial.

- NÃO CONCEDER entrevistas ou dar declarações sobre lances de interpretação técnica e disciplinar do jogo.

- NÃO UTILIZAR o telefone celular no vestiário durante o intervalo de jogo.

Além destas recomendações, exige-se, especificamente:

Autoridade – Não permitir que os jogadores desafiem a autoridade da arbitragem, punindo-os adequadamente, deste a simples advertência verbal até a expulsão. Os Jogadores que “cercam” os árbitros ou protestam com gestos, especialmente se repetitivos ou espalhafatosos devem ser advertidos com cartão amarelo, pois tal conduta é anti-esportiva.

Evitar reclamações e o "pedido” de cartão – Não tolerar que os jogadores “peçam” cartão amarelo para um adversário. A depender da forma de atuação, se insistente ou acintosa, os infratores devem ser punidos com cartão amarelo. A tolerância com tal atitude quebra a autoridade do árbitro.

Atentar para os "carrinhos”, braços e cotovelos – Entradas, como, por exemplo, os "carrinhos" envolvendo força excessiva e, assim, colocando em perigo a segurança de um adversário são consideradas faltas graves e merecedoras de punição com cartão vermelho, não importando se a entrada seja efetuada por trás, pela frente ou de lado. O mesmo se aplica quando cotovelos ou braços são usados como autênticas armas contra os adversários.

Não paralisar o jogo a todo momento – O árbitro não é "apitador de faltas", mas um profissional que tem o dever de cumprir as regras para que vença o melhor. Portanto, é irritante assistirmos a partidas com excessivo número de faltas marcadas. O grande árbitro deve estar sempre atento às simulações e às quedas constantes sem que tenha ocorrido uma falta ou infração. Ademais e principalmente, o árbitro deve se preocupar com a denominada “lei da vantagem”.

Fazer a leitura do jogo – O árbitro que apenas estiver em forma e que tenha pleno domínio (não apenas conhecimento) das regras do jogo não garante uma boa arbitragem. É preciso perceber como o jogo flui, o que lhe possibilita posicionar-se no lugar certo e no momento certo, a fim de que tome a devida decisão. Portanto, o árbitro precisa ter a capacidade de fazer a leitura do jogo para saber o desenvolvimento das jogadas.

Conhecer os estilos – O profissional atento conhece os diversos estilos de jogo e as táticas adotadas pelas equipes em suas partidas, assim como as características dos jogadores, permitindo a antecipação da forma como o jogo se desenrolará. Para que isto seja possível, deve ter pleno conhecimento sobre os atletas e, repito, as táticas adotadas. Por exemplo: a equipe que faz a chamada "linha burra", aquela que "marca por zona", etc. devem fazer parte da preparação dos grandes árbitros e árbitros assistentes.

Estar concentrado – A fase de concentração antecede ao dia do jogo (tema discutido exaustivamente nos encontros da Granja e Regionais). Portanto, é necessário que o árbitro evite exposição desnecessária, por meio de entrevistas, programas de televisão etc. nos dias que antecedem ao jogo, e principalmente em suas vésperas.
Regularidade – O bom árbitro não tem altos e baixos, ao contrário matêm regularidade. Para tanto, respeitando suas características pessoais, deve traçar uma filosofia de trabalho e a ela manter-se fiel.

2 – Assistentes

- CONFERIR as redes antes e no intervalo dos jogos.
- FICAR sempre posicionado na altura (linha) do penúltimo defensor.
- FICAR sempre que possível, de frente para o campo de jogo.
- CONCENTRAR-SE em todas as jogadas e durante os 90 minutos de jogo.
- AUXILIAR o árbitro a controlar a partida. Em particular, podem entrar no campo de jogo e ajudar a controlar a distância de 9,15 m. (voltando o mais rápido possível para posição que o lance requerer).
- NÃO UTILIZAR o “spray”, pois este é de uso exclusivo dos árbitros.
- FORNECER informações precisas sobre casos de agressões, enfrentamento coletivo ou outros distúrbios, principalmente identificando os envolvidos, para o que deve estar atento, inclusive no ato da redação dos relatórios.



3 – Quarto Árbitro

- CONFERIR com atenção a documentação dos jogadores e se número nas camisas está conforme ao descrito na relação dos jogadores.
- INFORMAR corretamente as equipes e ao árbitro sobre as cores dos uniformes.
- CUMPRIR o previsto no Art. 32, do RGC/CBF, que trata da divulgação da formação inicial das equipes com 45 minutos de antecedência para o início da partida.
- ANOTAR – obrigatoriamente – as ocorrências durante a partida e auxiliar o árbitro na confecção dos relatórios.
- FICAR sempre atento nas áreas técnicas e, também, no trabalho dos gandulas.
- FICAR de prontidão, em pé, sem, portanto, comportar-se como um espectador da partida.



4 – Representantes

- CONFERIR com atenção a documentação dos jogadores e se número nas camisas está conforme ao descrito na relação dos jogadores.
- INFORMAR corretamente as equipes e ao árbitro sobre as cores dos uniformes.
- ANOTAR – obrigatoriamente – as ocorrências durante a partida e auxiliar o árbitro na confecção dos relatórios.
- FICAR sempre atento nas áreas técnicas e, também, no trabalho dos gandulas.
- FICAR de prontidão, em pé, sem, portanto, comportar-se como um espectador da partida.
- EVITAR comentários desnecessários sobre desempenho da Arbitragem em qualquer momento da partida .
- ANOTAR nome completo , em caso de rubrica nas Notas Oficiais.
-É OBRIGATÓRIO o uso da Relação Oficial das Equipes, enviadas pela Entidade juntamente com a súmula.
- RELATAR na súmula quaisquer irregularidades observadas durante as partidas, principalmente com Relação a

Documentação dos Atletas .
- EVITAR orientar a equipe de arbitragem, a não ser quando solicitados.
- ANOTAR sempre o nome completo de Atletas, Comissão Técnica e Diretores nas advertências acontecidas durante ou após as partidas.

Determinações Gerais à Equipe de Arbitragem

- ENTRAR em contato com se houver algum problema que possa atrasar a chegada ao local da partida.
- INFORMAR à Liga qualquer visita recebida no vestiário.
- ATUALIZAR, sempre que houver alteração, seus dados cadastrais.
- NÃO USAR apitos e chuteiras de cores berrantes.
- VEDADO uso do celular no intervalo dos jogos.

O descumprimento dessas determinações poderá ocasionar afastamento temporário do arbitro, Arbitro Assistente e Representante.

Observações Finais

Se apresentar 15 minutos antes do horário marcado para a saída.

Obrigatório o uso de Traje Social nas viagens

Novos talentos estão se apresentando. Portanto, fica o registro aos árbitros de que nunca é tão fácil perdermos quando nos julgamos conhecedores.

Conclamamos, por fim, os companheiros a entrar para as partidas com:

VONTADE!
(BUSCAR ESTÍMULO PARA REALZAR A TAREFA. SEM ENTUSIASMO, NADA SERÁ BEM FEITO).

CORAGEM!
(APLICAR AS REGRAS COM DESTEMOR, INDEPENDÊNCIA).

DISCIPLINA!
(NÃO ADMITIR QUE O BOM ATLETA SEJA IMPEDIDO DE JOGAR POR ADVERSÁRIOS QUE ATUAM BRUSCA OU VIOLENTAMENTE. O TALENTO DEVE SER PRESERVADO).

BOA SORTE. BOAS ARBITRAGENS. TEMOS CERTEZA DE QUE TRIUNFAREMOS. O GRUPO É BOM, É CAPAZ E ESTÁ, NA MEDIDA DO POSSÍVEL, RECEBENDO O DEVIDO APOIO.

Cordialmente,


Mauro Alves da Costa
Presidente da Liga Sul Mineira de Futebol


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